quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cenas do cotidiano

Enquanto espero, a vida acontece em volta. Pra saber da saúde, aguardo n'uma longa fila.. Adiante duas mulheres conversam sem pausa numa boa prosa. A vida na escola, a correria do dia-a-dia, aposentadoria... Uma senhora educada senta em minha frente e também espera. Reparo no detalhe da bolsa que ela carrega. Ao retirar dos ombros, a repousa em seu colo. Motivo indiano -será que segue a onda da novela? - listras coloridas, é divertida, alegre... O rapaz ao meu lado permanece em silêncio. Consigo perceber que olha fixamente para os papéis que carrega, aparenta estar aflito, contando as horas. E o doutor chega apressado. São 18 horas e 30 minutos e ele chega aparentando imoprtância, como se fosse realmente capaz de solucionar os (diversos) problemas de cada um que veio a sua procura. Quem sabe ele não possa mesmo curar todos os males. O rapazinho que chegou por último e também esperava, senta, levanta, senta de novo, abre a boca num longo bocejo. Suas pernas não páram. É um movimento constante que aparenta mais aflição que o moço ao meu lado. Lá vem uma servidora, toda bonitona. Vem fresca em um modelito de verão, alheia ao que acontece na sala de espera, parece que acabou de chegar de férias.. E a senhora, a primeira da fila, brinca que ela está mesmo da cor do verão! "É, tomei sol na laje lá de casa" retruca a servidora. Enquanto o tempo passa, uma longa espera acontece para da saúde cuidar..

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